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08
Nov
Papa Francisco pede para proteger a vida ameaçada e semear esperança

Em 08/11/2019

Papa Francisco pede para proteger a vida ameaçada e semear esperança

O Papa Francisco assinalou que "nosso mundo precisa de transformações que protejam a vida ameaçada e defendam os mais fracos".


 


Assim indicou o Santo Padre nesta quinta-feira, 7 de novembro, quando recebeu os participantes do Congresso "Um caminho de justiça e reconciliação", por ocasião do 50º aniversário da fundação da Secretaria de Justiça Social e Ecologia da Companhia de Jesus.


 


“Que vocês trabalhem pela verdadeira esperança cristã, que busca o Reino escatológico, (e que) sempre gera história. Compartilhem sua esperança onde quer que estejam, para incentivar, consolar, confortar e reanimar. Abram um futuro, criem possibilidades, gerem alternativas, ajudem a pensar e agir de um modo diferente. Cuidem de seu relacionamento diário com o Cristo ressuscitado e glorioso e sejam trabalhadores de caridade e semeadores de esperança. Caminhem cantando, que as lutas e preocupações pela vida dos últimos e pela criação ameaçada não tirem o gozo da esperança de vocês”, pediu o Papa.


 


Além disso, o Pontífice denunciou “as situações de injustiça e de dor humana que todos conhecemos bem. Talvez se possa falar de uma terceira guerra combatida ‘por partes’, com crimes, massacres, destruições”. E acrescentou que "subsiste o tráfico de seres humanos, abundam as expressões de xenofobia e busca egoísta de interesse nacional, a desigualdade entre países e, no interior dos mesmos, cresce sem que se encontre remédio”.


 


 


Por isso, o Papa advertiu que, “nas fronteiras da exclusão, corremos o risco de desesperar, se atendemos unicamente à lógica humana. O mais impressionante é que muitas vezes as vítimas deste mundo não se deixam levar pela tentação de desistir, mas confiam e nutrem a esperança”.


 


“O apostolado social existe para resolver problemas? Sim, mas sobretudo deve promover processos e encorajar esperanças. Processos que ajudem as pessoas e comunidades a crescerem, que as levem a serem conscientes de seus direitos, a desdobrarem suas capacidades e a criarem seu próprio futuro”, afirmou.


 


Nesse sentido, o Santo Padre ressaltou que, desde suas origens, a Companhia de Jesus foi chamada “ao serviço aos pobres”, por isso que os jesuítas devem se dedicar “à defesa e à propagação da fé e à salvação das almas na vida e doutrina cristã, bem como a reconciliar os desfavorecidos, socorrer misericordiosamente e servir os que estão nas prisões ou nos hospitais, e a praticar todas as outras obras de caridade”.


 


Nesse sentido, o Papa explicou que Pe. Pedro Arrupe “sempre acreditou que o serviço à fé e à promoção da justiça não poderiam se separar, porque estão radicalmente unidos. Para ele, todos os ministérios da Companhia tinham que responder, ao mesmo tempo, ao desafio de anunciar a fé e promover a justiça. O que até então tinha sido uma virtude de alguns jesuítas, deveria se converter em uma preocupação de todos”.


 


“Alguns de vocês e muitos outros jesuítas que os precederam realizaram obras de serviço aos mais pobres, obras de educação, de atenção aos refugiados, de defesa dos direitos humanos ou de serviços sociais em muitos campos. Continuem com este empenho criativo, necessitado sempre de revolução em uma sociedade com mudanças tão aceleradas. Ajudem a Igreja no discernimento que hoje também temos que fazer sobre os nossos apostolados. Não deixem de colaborar entre vocês e com outras organizações eclesiais e civis para sempre ter uma palavra de defesa pelos mais desfavorecidos neste mundo cada vez mais globalizado”, insistiu.


 


Por último, o Pontífice exortou os jesuítas a "não deixarem a oração", que foi o testamento do Pe. Arrupe. “Gostaria de terminar com uma imagem, os padres nas paróquias distribuímos santinhos, para que as pessoas levem uma imagem para casa, uma imagem nossa de família. O testamento de Arrupe, lá na Tailândia, no campo de refugiados, com os descartados, como tudo o que esse homem tinha de simpatia, de sofrer com essas pessoas, com esses jesuítas que estavam abrindo brecha naquele momento em todo este apostolado, pede-lhes uma coisa: não deixem a oração. Foi seu testamento. Deixou a Tailândia nesse dia e no avião teve seu ictus. Que este santinho, que esta imagem, os acompanhe sempre”.


 


Fonte: Vatican News


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