Santuário Sagrado Coração de Jesus
DEHONIANOS

Os inícios da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) remontam a 13 de julho de 1877, quando, no meio de uma intensa vida espiritual o padre Dehon, com a autorização do seu bispo, inicia o noviciado. Um ano depois, no dia 28 de junho de 1878, emite os votos religiosos. Nasce assim, à sombra do Colégio S. João, o Instituto dos Oblatos do Coração de Jesus. Um e outro - Colégio e Instituto - frutos do espírito de fé e do zelo apostólico, sempre tão empreendedor, do padre Dehon. O começo foi próspero e cheio de esperanças... Mas um incêndio destrói o Colégio. Ademais, incompreensões e mal-entendidos provocam uma intervenção da Santa Sé, que manda fechar o Instituto recém-fundado.

A dura prova encontrou o fundador humilde e disponível e colocou em plena luz o seu profundo espírito de fé e de abandono aos desígnios da providência. Também graças a essa atitude, o padre Dehon receberá autorização para reabrir o Instituto, que assim ressuscita sobre bases mais sólidas e evangélicas.

EUROPA

Em 1878, inicia-se a obra dehoniana em São Quintino, na França.

Em 1883, abre-se, em Sittard, na Holanda, um primeiro seminário menor para os que aspiram ir para as missões. Em 1889, na Bélgica, em Clairefontaine, é aberto outro seminário menor. Em 1891, abre-se a primeira residência em Roma, destinada ao Governo Geral e a estudantes clérigos.

Em 1895, a primeira casa em Luxemburgo. Em 1903, na Dinamarca (até 1951). Em 1904, a Congregação estabelece-se na Boêmia (que a partir de 1919 faz parte da Checoslováquia), donde se retira em 1948. Em 1907, na Finlândia; 1907, na Itália; 1909, na Áustria; 1911, na Suécia; 1912, na Alemanha; 1916, na Espanha.

1923, na Suíça. Em 1928, abre-se a primeira casa da Congregação na Polônia, em Cracóvia. Em 1936, na lnglaterra. Em 1947, primeira presença em Portugal, na Ilha da Madeira. Em 1970, na Escócia. Em 1978, na Irlanda. Em 1985, começa-se na Jugoslávia. Com a recente configuração do mapa europeu, a Congregação marca presença nos países recém-criados (Ucrânia, Bielorrúsia, Eslováquia, Croácia, Moldávia).

AMÉRICA

É na América Latina que se realiza a primeira atividade missionária da Congregação. Já em 1888, dez anos depois da fundação do Instituto, padre Dehon envia dois religiosos a Quito, no Equador. Ali permaneceram até 1896, quando são expulsos pelo governo maçônico. Foi assim que começou a nossa presença no continente americano.

Em 1893, os nossos padres iniciam o apostolado social no Nordeste do Brasil. Em 1910, quatro dehonianos dirigiram-se para o Canadá, iniciando assim a obra da Congregação na América Setentrional. Em 1903, a presença dehoniana estendia-se também à região meridional do Brasil. Em 1920, a Congregação está presente nos Estados Unidos. Em 1923, abre-se a missão entre os peles-vermelhas de Lower Brule, no Dakota do Sul. Em 1938, um primeiro grupo de Dehonianos holandeses, italianos e espanhóis chega à Argentina. Em 1940, aceita-se a nova paróquia, na cidade de Montevideo, no Uruguai. Em 1950, os Dehonianos estabelecem-se definitivamente no Chile, onde, desde 1948, alguns confrades holandeses tinham já exercido seu ministério. Em 1953, dois missionários espanhóis começam a atividade missionário na Venezuela. Recentemente inicia-se uma nova presença pastoral no México.

ÁFRICA

Em 1897, o padre Dehon aceita a missão do Congo e, a 25 de Dezembro daquele ano, o padre Grison celebrava a missa de Natal, inaugurando assim a missão de São Gabriel, perto de Stanleyville (actual Kisangani).

Em 1898, Dehonianos chegam à Tunísia, onde permanecem por dois anos. Em 1910, inicia-se a missão dos Camarões. Em 1923, a prefeitura apostólica de Gariep, na África do Sul, é confiada aos confrades alemães.

Em 1947, os primeiros Dehonianos italianos chegam a Moçambique. Em 1974, estão em Madagáscar os Dehonianos da Província Italiana Meridional, aos quais se juntam, em 1982, os Dehonianos portugueses.

ÁSIA

O território missionário do Sul de Sumatra (Indonésia) é confiado à Congregação no dia 27 de dezembro de 1923. Os três primeiros Dehonianos (dois padres e um irmão) ali chegaram em 23 de setembro de 1924. Por iniciativa do XVIII Capítulo Geral, foi criada uma missão nas Filipinas. Confrades de várias províncias participam nessa presença dehoniana na Ásia.

Uma nova experiência de trabalho internacional surge atualmente na Índia com dehonianos vindos de diversas nacionalidades, entre os quais estão dois portugueses.

Padre João Leão Dehon

O Fundador da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, Venerável padre João Leão Dehon, nasceu em La Capelle, Diocese de Soissons (França) a 14 de Março de 1843, no seio de uma família de ricos proprietários agrícolas de ascendência nobre.

O pai, homem de carácter recto e bondoso, abandonara desde novo a prática religiosa. A mãe, ao contrário, era uma senhora profundamente crente e piedosa que soube incutir nos filhos princípios de fé e de dignidade. Dela escreveu o padre Dehon: "Agradeço ao Senhor por me ter dado tal mãe e por se ter servido dela para me ensinar o amor ao seu divino Coração".

Batizado com os nomes de Leão Gustavo, cedo manifestou grande sensibilidade espiritual, aliada a uma inteligência brilhante e a excepcionais dotes de carácter. Depois dos primeiros estudos na terra natal, concluiu os estudos secundários num ótimo colégio, a respeito do qual pôde escrever: "Nosso Senhor encaminhou-me para uma casa que Lhe era querida. É a graça-mestra da minha vida". Aí encontrou o ambiente favorável à formação da sua personalidade e ao desenvolvimento da sua vida cristã.

Teria 13 anos quando, durante um retiro que lhe causou uma impressão extraordinária, tomou a firme resolução de se tornar sacerdote, como forma de se entregar por inteiro ao Senhor e ao seu serviço. Sensível ao amor de Deus, simbolizado no Coração de Jesus, sonhava "ser religioso e missionário" e também mártir". Mas a firme oposição do pai obrigou-o a adiar para mais tarde a realização desse sonho.

Entretanto, prosseguiu os estudos em Paris, onde cursou Direito na Sorbona. Aos 21 anos era advogado. E era também livre para ultrapassar finalmente a resistência paterna. Após uma longa viagem de fim de curso, deteve-se por algum tempo em Roma, onde foi recebido por Pio IX que o aconselhou a fazer os estudos eclesiásticos na cidade eterna.

Ordenado sacerdote a 19 de Dezembro de 1868, na presença dos pais finalmente convencidos, regressou na França, onde se apresentou ao bispo de Soissons, que o destinou à cidade de S. Quintino. Durante nove anos dedicou-se de alma e coração ao serviço pastoral da sua diocese. Após a fundação da Congregação (1878) envolveu-se pessoalmente na "questão social" do seu tempo, dando o seu contributo lúcido e ardoroso para a divulgação a todos os níveis da doutrina social da Igreja. Leão XIII pediu-lhe expressamente: "Pregue as minhas encíclicas".

Ao fechar os olhos em 12 de agosto de 1925, deixou atrás de si uma obra notável e duradoira como sacerdote santo, como educador prestigiado, como escritor e conferencista escutado, como apóstolo social e, sobretudo, do Coração de Jesus. Ele que protestara outra coisa não querer senão viver e morrer como Apóstolo do Coração de Jesus, pôde afirmar no momento supremo, apontando para a imagem, sempre presente na sua vida, do Sagrado Coração: "Para Ele vivi, para Ele morro".

 
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